O que eu encontrei precisa ser dito com franqueza — mas tem solução. Vou te mostrar tudo de um jeito simples, do começo ao fim.
Tudo aqui é baseado em dados reais: seus relatórios, seus prints de venda, suas taxas. Nada de achismo.
Você trabalha demais. A fábrica produz, o marketplace vende todo dia. Só que o dinheiro não aparece na conta no fim do mês — e a sensação é de estar "vendendo pra pagar imposto".
Você não estava errado nessa sensação. Os números explicam exatamente por quê. E o motivo não é o que parece.
Vendendo R$ 154 mil por mês, hoje o resultado real é:
por mês. Não é falta de venda. É que, do jeito que está montado, quanto mais você vende, mais dinheiro escorre.
Foi o negócio dos uniformes (Ipiranga, Shell, BR) que segurava esse buraco. Ele acabou — e o buraco apareceu.
A torneira é a venda, jorrando forte (R$ 154 mil). Mas embaixo tem vários ralos abertos: taxas, imposto, comissão, anúncio. A água entra, mas escoa por baixo. No fim, a banheira está vazia.
Não adianta abrir mais a torneira (vender mais). Tem que tampar os ralos primeiro. Vamos ver onde eles estão.
Cada um leva um pedaço. Juntos, são maiores que o lucro.
Veja pra onde vai cada real dessa venda:
Sobra R$ 4,05 de cada pijama na Shopee. Lucro de verdade, mas fininho (6%) — qualquer erro vira prejuízo.
Nem todo produto é igual. Alguns dão lucro, outros sangram dinheiro.
Pijama na Shopee a R$ 79,99. Dá lucro fino, mas positivo. Base pra crescer.
Pijama no ML a R$ 70-80. Perto de empatar, mas ainda no vermelho. Precisa de preço.
Biquíni e macacão a R$ 42-60. O que cai na conta não cobre nem o custo de fazer. Ou tira de linha, ou sobe bastante — do jeito que está, cada venda dessas tira do seu bolso.
Gestão de verdade é olhar isso todo mês — qual produto escala, qual ajusta, qual sai de linha.
Pra cobrir tudo e ainda lucrar 15% (o mínimo saudável):
Subir tem que ser em degraus (R$ 5-10 por vez, esperar 2 semanas) pra você não cair lá pro fim da lista de buscas e vender menos. Você mesmo já tinha dito isso — estava certo.
Só com 2 ajustes fáceis — mudar a comissão da família e desligar a antecipação — sem nem mexer no preço:
E isso é só o começo. Com o ajuste de preço dos pijamas e os kits, o resultado pode passar de +R$ 15 mil/mês.
São sugestões pra empresa ficar saudável e dar lucro. Mudança traz incômodo e resistência — mas os números mostram que, do jeito que está, o risco é a empresa afundar em dívida. Vender com prejuízo é um buraco sem fim.
Desligar a antecipação do Mercado Pago e propor o novo modelo de comissão da família. Dinheiro de volta sem vender uma peça a mais.
Subir o preço do pijama em degraus, lançar os kits (2-3 peças) e tirar de linha os produtos que vendem no vermelho. Segurar anúncio onde dá prejuízo.
Um painel de margem por produto e por canal, revisado todo mês. Porque taxa, frete e concorrência mudam toda semana — e o lucro vaza de novo se ninguém olhar.
Hoje, comissão de 10% sobre o bruto significa pagar Rodrigo e Juninho mesmo quando a venda dá prejuízo. Tem que virar comissão sobre o que SOBRA. Duas formas justas:
Salário fixo (1 mínimo) + 2% sobre o bruto.
Salário fixo + 7% sobre o que realmente sobra no fim.
Sair de −R$ 88 mil/ano pra +R$ 38 mil/ano é uma diferença de R$ 125.844 no seu bolso — só com os ajustes que cabem agora. Com o ajuste de preço, muito mais.
É exatamente isso que eu faço todo mês: cuidar do preço, dos anúncios, das taxas e da margem — pra esse vazamento nunca mais voltar.
Vamos parar o vazamento juntosEsta auditoria foi o primeiro passo: a foto real, com números. O próximo é colocar o plano pra rodar — e acompanhar de perto.